
Eu andava tão perdida e há tempos tão sozinha que por vezes
me perguntei se realmente a culpa não era minha.
Então fui pra longe buscar respostas.
Vi o sol da manhã, ouvi o barulho das ondas e
comecei a dar valor a cada detalhe
que a natureza me mostrava.
Foi aí que eu pedi a Deus que algo acontecesse,
algo que realmente me fizesse entender.
De repente vi uma 'flor' e inexplicavelmente
as coisas se encaixavam,mesmo que eu
não compreendesse o porquê.
A mente ficou vazia e foi difícil perceber
naquele momento o que se passava.
Os atos eram involuntários parecendo assim
que tinham que acontecer.
Verdade que eu pedi a Deus uma resposta
e Ele me trouxe uma flor.
Nas horas que passavam a ela me fazia sorrir,
o barulho do mar junto ao sol que ia se pondo
e a voz doce da flor me mostravam o mundo
de uma forma que eu jamais tinha visto.
Tudo então se tornava mais leve,
mais doce, mais brando e meu sorriso
era único, minha alegria contagiante.
Eu daria tudo nesse mundo por momentos
como aquele e se eu soubesse naquele instante
como flores como ela eram raras,
se eu soubesse o quanto me custaria
felicidade como aquela, eu juro,
sem me arrepender permaneceria por mais tempo,
por um pouco que fosse.
Mas hoje eu sei que minha flor não volta mais
e pra não lembrar seu nome lhe chamo saudade.
A saudade mais pura e doce que alguém pode ter.
E mesmo hoje, depois de tanto tempo
ainda me pego pensando no que foi,
no que poderia ter sido e no que nunca será.
A flor quando se foi levou tanto de mim e eu nem percebi.
Levou o sorriso mais sincero que eu já dei a alguém.
A felicidade mais plena que alguém já pôde ter presenciado.
Levou tanto que hoje quase nada sobrou e o que eu tinha
de melhor foi com ela junto com as lembranças que só eu
e a flor sabemos como são doces.
Queria eu ver em um filme tudo o que passou
e reviver por mais uma vez,
mesmo que por um minuto aquela sensação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário